terça-feira, 1 de setembro de 2015

Mulheres da Batalha - Nórdica e Celta:



"Tecemos, tecemos a teia da lança,
Enquanto vai adiante o estandarte dos bravos.
Não deixaremos que ele perca a vida;
As Valquírias tem o poder de escolher os aniquilados...
Tudo é sinistro de se ver, agora,
Uma nuvem de sangue atravessa o céu,
O ar esta vermelho com o sangue de homens,
Enquanto as mulheres da batalha entoam sua canção".

Segundo a Mitologia Nórdica eram as guerreiras de Odin. Possuíam a missão de recolher os soldados mais valentes mortos em batalha e leva-los ao Valhalla, lugar onde habitavam os Deuses.

Na mitologia nórdica as Valquírias são guerreiras determinadas que levam os bons combatentes para o Valhalla. Palácio onde serão bem recebido e terão direito a muita bebida e comida! Lá eles irão aguardar pelo Ragnarok – batalha do fim dos tempos – onde lutarão ao lado de Odin.
As valquírias como guerreiras tinham o poder de o lado que escolhessem em uma batalha certamente ser o vencedor. Se mostram como guerreiras indomáveis montadas em cavalos alados.

Espiritualmente pertencem a uma realidade que é totalmente feminina. Possuem o poder de equilibrar a nossa energia espiritual trazendo a harmonia de outros planos divinos. São mantenedoras do nosso padrão energético, e nos concedem exatamente a energia que necessitamos para o nosso espírito, ou retiram as que o afetam. As valquírias são as representantes da força aguerrida das mulheres. Sendo assim, se você for mulher e precisar de uma grande força aguerrida .

Nas descrições dos poetas, elas aparecem como mulheres usando armadura e montadas em cavalos, passando rapidamente acima do mar e da terra. Elas levam as ordens de Odin enquanto a batalha se desenrola, dando vitória segundo a vontade dele, e, no fim, conduzem os guerreiros derrotados e mortos a Valhalla.







Feiticeira

Nornas/Norns




Às vezes, porém, as Valquírias são retratadas como as esposas de heróis vivos. Supostamente, as sacerdotisas humanas se transformariam em Valquírias, como se fossem as sacerdotisas de algum culto.
 
Reconhecemos algo semelhante às Norns, espíritos que decidem os destinos dos homens; as videntes, que eram capazes de proteger os homens em batalha com seus encantamentos; aos poderosos espíritos femininos guardiões apegados a certas famílias, trazendo sorte a um jovem sob sua proteção; e até a certas mulheres que se armavam e lutavam como homens, das quais existe alguma evidencia histórica nas regiões em tomo do Mar Negro. Pode também haver a lembrança das sacerdotisas do Deus da guerra, mulheres que presidiam os ritos sacrificais quando os prisioneiros eram condenados à morte apos a batalha.



Outras figuras que mostram uma grande semelhança as Valquírias dessa espécie são encontradas nas historias dos povos celtas. São elas, Morrigu e Bobd, mencionadas nas sagas irlandesas. Elas costumavam aparecer no campo de batalha ou às vezes se tomavam visíveis antes de uma batalha. Podiam tomar a forma de aves de rapina e geralmente faziam profecias de guerra e massacre.



Eu sou a figura abençoada pela Lua.
Sou o canto das águas
A fúria dos Oceanos
A chuva nas folhas e nos campos
Sou as estrelas que brilham no alto céu.
O clarão que enfrenta a escuridão
na tempestade que varre a tarde
Sou aquela que traça o próprio destino
Sou a força que surge quando a fraqueza busca espaço e lugar
Sou uma guerreira todos os dias da minha vida.
Sou mulher que não se esconde por trás de mistérios
Sou dama da noite – Senhora da magia – Sexo forte
No meu corpo adormece e desperta a chama do desejo
Em minha pele desenho os artifícios do prazer
Não tenho medo da morte,
pois ela caminha do meu lado esquerdo
Apreciando a vida que reina soberana em mim
Enquanto eu caminho pela fina linha do meu destino
Sou a bruxa que a mão da Deusa ajudou a tecer
Sou arte, verdade, poesia, começo, meio e fim
Que assim seja e que assim se faça




DEUSA MORRIGAN, OU MORRIGU:

''O corvo fala, a sabedoria antiga revela: a Soberania não pode ser ameaçada. Pois dela dependem a Vida e a liberdade dos filhos da terra. A coragem dos guerreiros é a Beleza preservada. A morte não é sinistra para os que compreendem a Vida. Morremos, e nossa alma segue vivendo, em cada morte e renascimento. E a Vida segue seu curso, como um rio de curvas infinitas, de luz e escuridão.''- Morrigan é a patrona das sacerdotisas e das bruxas. É também a deusa celta da guerra e seu nome significa “Grande Rainha”. 


 

Morrigan ou Morrigu, Macha e Badb formam a triplicidade conhecida como as "MORRIGHANS", as fúrias da guerra na mitologia irlandesa.
 Morrigan, como todas as deidades celtas está associada ás forças da Natureza, ao poder sagrado da terra, o Grande Útero de onde toda a vida nasce e depois deve morrer para que a fecundidade e a criação da terra possam renovar-se.


É também a Deusa da Morte, do Amor e da Guerra, que pode assumir a forma de um corvo. Nas lendas irlandesas, Morrigan é a deidade invocada antes das batalhas, como a Deusa do Destino humano. Dizia-se que quando os soldados celtas a escutavam ou a viam sobrevoando o campo de batalha, sabiam que havia chegado o momento de transcender. Então, davam o melhor de si, realizando todo o tipo de ato heroico, pois depreciavam a própria morte. Para os celtas, a morte não era um fim, mas um recomeço em um Outro Mundo, o início de um novo ciclo.

Aliás, em qualquer batalha, seja entre deuses ou mortais, lá estava ela liderando tropas com um grito de guerra tão alto quanto o de dez mil homens e plenamente armada até os dentes onde se destacava em sua indumentária de combate as duas lanças da mais pura prata que carregava nas mãos ( quando lançadas capazes de partir ao meio o avanço de um exército inimigo e destroçar em pedaços quem estivesse mais próximo ).




A associação dessas mulheres de batalha com as aves de rapina que voam sobre um campo de batalha é interessante. No poema em "Old English, Exodus", o adjetivo para "escolhendo os aniquilados", "welceasig", é usado para descrever o corvo; e um dos mais antigos poemas em nórdico antigo, "Hrafnsmál" é em formato de um diálogo entre um corvo e uma valquíria. O corvo junto ao lobo é mencionado em praticamente todas as descrições de uma batalha em poesia composta em "Old English", e os dois animais eram considerados as criaturas do Deus da guerra, Odin. 


Semelhanças:

Essas notáveis semelhanças entre as figuras de mulheres de batalha sobrenaturais na literatura dos escandinavos e dos germanos pagãos de um lado, e dos povos celtas de outro, são significativas. Conforme o escritor, Charles Donahue, sugeriu que havia uma crença em ferozes espíritos de batalha ligados ao Deus da guerra numa época em que os celtas e germanos viviam em contato próximo, durante o período romano. 


Sem dúvida, a figura da valquíria na literatura nórdica se desenvolveu em algo mais significado e menos sanguinário como resultado do trabalho de poetas durante um considerável período de tempo. As criaturas alarmantes e terríveis que sobreviveram na literatura apesar desse esforço parecem, no entanto, mais próximas em caráter daquelas que escolhiam os aniquilados, conforme eram visualizadas nos tempos pagãos. (Os Deuses da Batalha) 
Odhinn Blessadur!


OBSERVAÇÃO: Como vai Guerreiros e Valquírias? Espero- como sempre-, que tenham gostado :) Infelizmente, eu não lembro a fonte, porque na época que eu peguei esse texto( que foi feito a partir de outros), esqueci de colocar aquelas fontes maravilhosas no final :( Porém, é um texto muito bom, para ser sincera foi o primeiro que eu li e percebi a semelhança dessas deidades( tanto celta quanto nórdica). Portanto, se você já tem um certo conhecimento sobre essas 2 deidades, sabe muito bem que realmente existe essa semelhança! Por esse motivo, eu publico ele aqui :) Obrigada por lerem e não esqueça de compartilhar! Outra coisa, Mitologia Celta e Nórdica são diferentes! Por favor, não vai confundir, quem sabe eu não faço um vìdeo explicando ;) Haill! 
#Nimue

3 comentários:

  1. Oi Carol
    Texto maravilhoso
    Vi seu perfil e você tem muito bom gosto
    Vc por acaso tem facebook?

    ResponderExcluir