terça-feira, 1 de setembro de 2015
Bruxas- Surgimento e Filosofia de vida:
Antes de começar o texto, é importante dizer que as mulheres eram muito respeitadas porque "sangravam" todo mês e não morriam. Os homens utilizavam sua energia masculina relacionada com a razão e a força física, basicamente, para fazer ferramentas, caçar e defender a aldeia, enquanto que as mulheres empregavam a energia feminina da intuição na manipulação dos alimentos e medicamentos, como também na arte de curar.
O homem era representado pelo sol, pelo dia, o claro e a capacidade de prover; e a mulher pela lua, a noite, que acolhe, acomoda e acalanta. Não havia a imagem rígida do "certo" ou "errado", mas posturas diferentes de vida, sabendo que cada um é responsável pelos seus atos, que tudo tem "os dois lados da moeda" e que o próximo devia ser respeitado.
Surgimento das bruxas:
As bruxas ‘’nasceram ‘’ na época das Cruzadas. O movimento das cruzadas trouxe o contato agressivo com as ideias predominantes da Igreja Católica e muitas aldeias foram destruídas, seja em confronto armado, seja pelo choque cultural. As mulheres sobreviventes, de tanto serem perseguidas, infiltraram-se na floresta em busca de proteção e lá reunidas puderam aperfeiçoar e preservar seus conhecimentos.
Algumas destas mulheres eram uma ameaça para o alto clero católico, por não aceitarem submeter-se aos conceitos da Igreja, e em função da sua sabedoria popular, da capacidade de cura e de adivinhações, entre outras qualidades, e "poderes psíquicos" que demonstravam e, por isso, foram aprisionadas e condenadas à fogueira. Em função desta perseguição, preferiram reunir-se secretamente e preservar seus conhecimentos utilizando-se de símbolos.
SOBRE A FILOSOFIA DE VIDA DAS BRUXAS:
- A ligação com a energia feminina da "Mãe Natureza" é muito forte.
- Consideram que a Bruxaria é um tipo de religião de auto percepção.
- Buscam o melhor conhecimento do seu corpo e do seu humor, estudando a relação existente com o ciclo menstrual, com as fases da lua, com o período do ano e também como isso pode interferir no relacionamento com as outras pessoas e com seu companheiro.
- Tinham dois livros: um de capa preta, onde eram registrados os preparos das receitas e das poções, bem como os trabalhos realizados, e outro, que seria um diário pessoal.
- Não há o conceito "padrão de culpa ou/e pecado", mas sim o de responsabilidade individual pelos seus atos e pelos seus pensamentos e o respeito pelo próximo.
- Cultuam três deusas principais: a jovem (aquela que não pariu), representada pela lua crescente; a mãe (aquela que já pariu) representada pela lua cheia; e a anciã (aquela cujos filhos/filhas já entraram para o ciclo de renascimento, ou seja, já geraram outros seres), representada pela lua minguante.
- Trabalham com várias deusas, deuses e arquétipos, de acordo com o objetivo do trabalho; por exemplo, se precisavam de ajuda na caçada, invocavam os poderes de Diana( Danu )
- Família cósmica: entre elas há o tratamento carinhoso de mães, filhas e irmãs. Os conhecimentos adquiridos passam de mãe para filha, seja ela de sangue ou não. Uma mãe biológica pode "parir" uma filha de conhecimento.
- Cromoterapia : estudam e aplicam cromoterapia, inclusive nas roupas.
- Vestimentas: utilizam trajes de todas as cores, desde que com o conhecimento das repercussões energéticas das mesmas em seu campo vibratório e em cada ritual especificamente. As iniciadas usam apenas branco. Pajens usam preto e marrom (pela força telúrica) e sacerdotisas usam todas as cores, a depender da necessidade energética e possibilidade (também energética) nos rituais.
- Mágica: manipulação das energias densas e sutis de acordo com a vontade, interesses pessoais e ética, acima de tudo. Por exemplo, se alguém pede uma poção para uma conquista amorosa, usam-se frutas e folhas vermelhas para fazer um chá juntamente com emanação de energias e formas-pensamentos voltadas para o objetivo desejado. A pessoa que toma está desejando intensamente que sua vontade seja realizada, somatizando em si mesma algo "magicamente" sedutor, o que ajuda ainda mais a materializar as suas intenções; mas é MUITO importante ressaltar que qualquer forma de magia é usada para si mesmo (para ficar mais sensual ou sedutora, por exemplo), jamais para o outro.
- Caldeirão: ficava aceso dia e noite para cozinhar, fazer doces, sopas, poções e também para aquecer as casas por causa do frio. Hoje em dia já não é mais usado a qualquer dia nem a qualquer hora, mas em rituais e momentos específicos, e sempre conduzido por uma pessoa (no caso, uma sacerdotisa) que conheça os "mecanismos energéticos" desse uso. Um caldeirão não deve JAMAIS ser usado por homens, uma vez que representa o útero.
- Gato: os gatos são comumente associados às bruxas. São animais domésticos, mas ao mesmo tempo livres e independentes, sem sentimentos de posse tanto para o dono como para os bichanos, o que já não acontece com os cães.
- Sapo: símbolo de agilidade. São animais que vivem em brejos, locais de áreas úmidas e lamacentas, com muita destreza. No tempo dos celtas, era comum a realização de lutas no meio da lama, entre dois rivais, para "acertar a contas", pois as condições eram neutras e difíceis para ambos.
- Olhos de lagartixas, asas de morcego e de borboleta, pele de cobra, e outros: as bruxas não se utilizam de animais em seus trabalhos, somente plantas. Estes podem ser nomes simbólicos usados para ocultar as verdadeiras receitas como também para mistificar a figura delas.
- Varinha: as mãos eram usadas para projeção de energias nos trabalhos de limpeza energética e de cura. A varinha seria o prolongamento dos dedos.
- Chapéu pontudo: é a combinação de duas figuras geométricas: o cone (representando a captação de energia superior) e o círculo (representando o "portal" da entrada desta energia ou o chacra coronário);
- Saia: vestimenta que ajuda a manter livre contato com a energia da terra, a qual é de certa forma bloqueada pelas calças nas mulheres, pois o maior canal telúrico feminino é o ventre. Já com os homens, o canal telúrico é mais sensível nas solas dos pés, não havendo, portanto, problemas no uso de calças.
- Rituais: fazem rituais para comemorações, tais como a menina que vira mulher, a mãe que engravida , o nascimento do bebê, o primeiro nascer de sol do bebê, a entrada na menopausa, a passagem definitiva para outro plano (morte), etc.
- Ética e responsabilidade: lembrar que você deve respeito a si próprio e ao que você faz aos outros. Não ficar preso ou preocupado por ter que corresponder às expectativas dos outros e da sociedade.
- Respeito a tudo o que foi conquistado pelos ancestrais: preocupação em combater as vaidades para não desmoralizar o que foi conseguido a "duras custas".
CURIOSIDADE: A vassoura é a representação da integração harmônica entre a energia masculina (cabo) e a feminina (palha), juntos, unidos, para "limpar a sujeira da terra". Nos rituais que participavam as mulheres, cantando e dançando com as vassouras nas mãos ao anoitecer e madrugada afora em volta da fogueira, os soldados das Cruzadas que as observavam de longe, imaginaram tê-las vistas saindo do chão e saíram contando que voavam. Daí a imaginação popular ampliou a lenda.
Mais sobre a bruxaria----> http://www.misteriosantigos.com/bruxaria.htm
Fonte: Sabedoria Ancestral - Bruxas e Celtas,
- Por Karenina Azevedo -
#Nimue
Mulheres da Batalha - Nórdica e Celta:
Segundo a Mitologia Nórdica eram as guerreiras de Odin. Possuíam a missão de recolher os soldados mais valentes mortos em batalha e leva-los ao Valhalla, lugar onde habitavam os Deuses.
Na mitologia nórdica as Valquírias são guerreiras determinadas que levam os bons combatentes para o Valhalla. Palácio onde serão bem recebido e terão direito a muita bebida e comida! Lá eles irão aguardar pelo Ragnarok – batalha do fim dos tempos – onde lutarão ao lado de Odin. As valquírias como guerreiras tinham o poder de o lado que escolhessem em uma batalha certamente ser o vencedor. Se mostram como guerreiras indomáveis montadas em cavalos alados.
Espiritualmente pertencem a uma realidade que é totalmente feminina. Possuem o poder de equilibrar a nossa energia espiritual trazendo a harmonia de outros planos divinos. São mantenedoras do nosso padrão energético, e nos concedem exatamente a energia que necessitamos para o nosso espírito, ou retiram as que o afetam. As valquírias são as representantes da força aguerrida das mulheres. Sendo assim, se você for mulher e precisar de uma grande força aguerrida .
Nas descrições dos poetas, elas aparecem como mulheres usando armadura e montadas em cavalos, passando rapidamente acima do mar e da terra. Elas levam as ordens de Odin enquanto a batalha se desenrola, dando vitória segundo a vontade dele, e, no fim, conduzem os guerreiros derrotados e mortos a Valhalla.
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| Nornas/Norns |
Às vezes, porém, as Valquírias são retratadas como as esposas de heróis vivos. Supostamente, as sacerdotisas humanas se transformariam em Valquírias, como se fossem as sacerdotisas de algum culto.
Reconhecemos algo semelhante às Norns, espíritos que decidem os destinos dos homens; as videntes, que eram capazes de proteger os homens em batalha com seus encantamentos; aos poderosos espíritos femininos guardiões apegados a certas famílias, trazendo sorte a um jovem sob sua proteção; e até a certas mulheres que se armavam e lutavam como homens, das quais existe alguma evidencia histórica nas regiões em tomo do Mar Negro. Pode também haver a lembrança das sacerdotisas do Deus da guerra, mulheres que presidiam os ritos sacrificais quando os prisioneiros eram condenados à morte apos a batalha.
Outras figuras que mostram uma grande semelhança as Valquírias dessa espécie são encontradas nas historias dos povos celtas. São elas, Morrigu e Bobd, mencionadas nas sagas irlandesas. Elas costumavam aparecer no campo de batalha ou às vezes se tomavam visíveis antes de uma batalha. Podiam tomar a forma de aves de rapina e geralmente faziam profecias de guerra e massacre.
DEUSA MORRIGAN, OU MORRIGU:
''O corvo fala, a sabedoria antiga revela: a Soberania não pode ser ameaçada. Pois dela dependem a Vida e a liberdade dos filhos da terra. A coragem dos guerreiros é a Beleza preservada. A morte não é sinistra para os que compreendem a Vida. Morremos, e nossa alma segue vivendo, em cada morte e renascimento. E a Vida segue seu curso, como um rio de curvas infinitas, de luz e escuridão.''- Morrigan é a patrona das sacerdotisas e das bruxas. É também a deusa celta da guerra e seu nome significa “Grande Rainha”.
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| Morrigan ou Morrigu, Macha e Badb formam a triplicidade conhecida como as "MORRIGHANS", as fúrias da guerra na mitologia irlandesa. |
É também a Deusa da Morte, do Amor e da Guerra, que pode assumir a forma de um corvo. Nas lendas irlandesas, Morrigan é a deidade invocada antes das batalhas, como a Deusa do Destino humano. Dizia-se que quando os soldados celtas a escutavam ou a viam sobrevoando o campo de batalha, sabiam que havia chegado o momento de transcender. Então, davam o melhor de si, realizando todo o tipo de ato heroico, pois depreciavam a própria morte. Para os celtas, a morte não era um fim, mas um recomeço em um Outro Mundo, o início de um novo ciclo.
Aliás, em qualquer batalha, seja entre deuses ou mortais, lá estava ela liderando tropas com um grito de guerra tão alto quanto o de dez mil homens e plenamente armada até os dentes onde se destacava em sua indumentária de combate as duas lanças da mais pura prata que carregava nas mãos ( quando lançadas capazes de partir ao meio o avanço de um exército inimigo e destroçar em pedaços quem estivesse mais próximo ).
A associação dessas mulheres de batalha com as aves de rapina que voam sobre um campo de batalha é interessante. No poema em "Old English, Exodus", o adjetivo para "escolhendo os aniquilados", "welceasig", é usado para descrever o corvo; e um dos mais antigos poemas em nórdico antigo, "Hrafnsmál" é em formato de um diálogo entre um corvo e uma valquíria. O corvo junto ao lobo é mencionado em praticamente todas as descrições de uma batalha em poesia composta em "Old English", e os dois animais eram considerados as criaturas do Deus da guerra, Odin.
Semelhanças:
Essas notáveis semelhanças entre as figuras de mulheres de batalha sobrenaturais na literatura dos escandinavos e dos germanos pagãos de um lado, e dos povos celtas de outro, são significativas. Conforme o escritor, Charles Donahue, sugeriu que havia uma crença em ferozes espíritos de batalha ligados ao Deus da guerra numa época em que os celtas e germanos viviam em contato próximo, durante o período romano.
Sem dúvida, a figura da valquíria na literatura nórdica se desenvolveu em algo mais significado e menos sanguinário como resultado do trabalho de poetas durante um considerável período de tempo. As criaturas alarmantes e terríveis que sobreviveram na literatura apesar desse esforço parecem, no entanto, mais próximas em caráter daquelas que escolhiam os aniquilados, conforme eram visualizadas nos tempos pagãos. (Os Deuses da Batalha)
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| Odhinn Blessadur! |
OBSERVAÇÃO: Como vai Guerreiros e Valquírias? Espero- como sempre-, que tenham gostado :) Infelizmente, eu não lembro a fonte, porque na época que eu peguei esse texto( que foi feito a partir de outros), esqueci de colocar aquelas fontes maravilhosas no final :( Porém, é um texto muito bom, para ser sincera foi o primeiro que eu li e percebi a semelhança dessas deidades( tanto celta quanto nórdica). Portanto, se você já tem um certo conhecimento sobre essas 2 deidades, sabe muito bem que realmente existe essa semelhança! Por esse motivo, eu publico ele aqui :) Obrigada por lerem e não esqueça de compartilhar! Outra coisa, Mitologia Celta e Nórdica são diferentes! Por favor, não vai confundir, quem sabe eu não faço um vìdeo explicando ;) Haill!
#Nimue
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